|
|
Terapia de Vida Passada
A terapia
do verdadeiro autoconhecimento
Procurei
na 1º matéria sobre T.V.P. neste jornal, apresentar esta nova
modalidade de psicoterapia em linhas gerais. Hoje vou desenvolver um pouco
mais o tema, afim de você leitor ir se familiarizando com esta técnica
que por ser pouco conhecida gera muitas dúvidas, fantasias e até
descrença.
Digo que é uma terapia nova porque ainda é um pequeno número
de terapeutas que a desenvolvem, porém o seu inicio se perde no
tempo.
Em 1964, R. Abrezol, psiquiatra suíço, introduziu na Europa
pela Sofrologia, a Regressão de Memória como terapia.
Em 1967, o médico inglês, Denis Kelsey publica suas pesquisas
terapêuticas com regressão em "Many Lifetimes"(traduzido
no Brasil em 1970 com o título " Nossas Vidas Anteriores ")
realizadas desde 1934.
Em 1968, o psicólogo alemão Torwald Dethlefsen, começou
seus experimentos com regressão a vidas passadas para fins terapêuticos.
Em 1978, a psicóloga californiana Hazel Denning começou
a usar regressão em suas práticas. Nessa mesma época
e também na Califórnia, Morris Netherton publicou seus importantes
achados em "Past Lives Therapy", por nós traduzidos em
1989 como "Vidas Passadas em Terapia. Quando ele esteve no Brasil
pela 1ª vez em 1981, disse já trabalhar com a técnica
há 20 anos. Após esta data, retornou ao Brasil várias
vezes.
Ainda em 1978 a psicóloga Edith Fiori em” You Have Been Here
Before ", traduzido no Brasil com o título” Já
vivemos antes “relata suas experiências terapêuticas
com regressão de memória que tiveram grande
divulgação nos Estados Unidos e alguns anos depois no Brasil.
Em 1977, a psicóloga americana F. Marques apresentou em Milão
o trabalho laureado com menção honrosa no 4°- Congresso
de Psiquiatria, Psicotrônica e Psicologia, intitulado” A Terapia
Psicológica e a Regressão, pela memória Extra Cerebral
“.
Em 1989, Hans Tendam na Holanda, desenvolveu seu próprio estilo
de regressão e conduziu para uma ampla aceitação
da técnica na Holanda.
Nos Estados Unidos, Roger Wolger iniciou seu trabalho nos anos 80 e em
1987 publicou “Other Lives, Other Selves traduzido no Brasil com
o título” As Várias Vidas da Alma “.
Em 1988, o psiquiatra americano Brian Weiss publicou” Many Lives,
Many Masters “traduzido para vários paises inclusive no Brasil
onde é muito conhecido com o título”Muitas Vidas,
Muitos Mestres “. Ele já esteve divulgando seu trabalho várias
vezes no Brasil. Teríamos vários outros autores se quiséssemos
continuar relatando.
O termo Terapia de Vidas Passadas foi criado por Netherton e também
a ele devemos a introdução e desenvolvimento deste método
de terapia no Brasil. Usamos o nome de Terapia de Vida Passada no singular,
pois nossa tese é de que “O ser traz em si, registros do
seu passado, que interferem no seu presente”. Vida Passada traduz
o passado do ser que pode ou não incluir Vidas Passadas; uma vez
que a regressão à vida intra-uterina, momento do parto,
infância e qualquer outro momento traumático da vida presente
do paciente é considerado relevante durante toda a terapia. Incidentes
específicos destas fases “detonam” uma história
latente de outras vidas passadas, o incidente do presente tem uma ressonância
com os traumas específicos das vidas passadas.
Com o passar dos anos cada terapeuta foi assumindo uma maneira muito peculiar
de trabalhar com a técnica e por isso escrevi os dois livros esmiuçando
a maneira como o meu trabalho foi se desenvolvendo através da prática
diária. Desde o inicio identifiquei-me de tal forma com a T.V.P.
que trabalho exclusivamente com ela há 26 anos.
Durante todos esses anos apesar de não distorcer a técnica
inicial, ela foi se aprimorando naturalmente fazendo com que os resultados
se tornassem cada vez mais efetivos num curto espaço de tempo.
Meu objetivo sempre foi desenvolver um trabalho profundo, duradouro e
ao mesmo tempo rápido, em busca da diminuição e resolução
dos problemas, somente quem sofre pode descrever a sensação
do que é estar bem num curto espaço de tempo.
Numa 1ª sessão é sempre feita uma entrevista a fim
de se conhecer profundamente o paciente, a história de sua vida
desde o nascimento até o momento em que aqui chega e os motivos
que o trazem para um tratamento.
Nas sessões posteriores realizo a regressão e após
o término de cada sessão faço as relações
entre os problemas atuais com o que foi visto nas regressões.
É um trabalho de investigação profunda levantando
todas as vidas passadas que tenham relação com os problemas
da vida presente. Partimos do presente baseados nos sintomas-depressão-ansiedade-nervosismo-dificuldade
de relacionamento e outros, para chegarmos aos fatos originais enraizados
no passado. Após breve relaxamento peço ao paciente que
volte num momento passado onde ocorreu, por exemplo, a tristeza que sente
hoje, peço que entre nessa tristeza como se a sentisse agora e
veja aonde ela o leva. As lembranças surgem espontaneamente e o
paciente passa a relata-las para mim. Cada vida que surge é revista
do começo ao fim e sempre revemos a hora da morte. Esse último
momento de nossa vida é muito importante, tudo o que sentimos e
pensamos levamos conosco registrado em nosso espírito. A liberação
de todas as emoções contidas na história e a consciência
dos fatos ocorridos é que trazem ao paciente o verdadeiro conhecimento
de si mesmo. É quando percebe que traz muitos condicionamentos
de muitas vidas atuando até hoje, principalmente condicionamentos
negativos, em seu comportamento. Quantos erros e enganos os levaram a
ter um final de vida infeliz e estão repetindo esses padrões
até hoje, necessitando muda-los para que a vida mude também.
Não existe um número limite de vidas que se podem rever,
mas a média de vidas revistas num tratamento é de 15 a 20
vidas.
Não importa o número de vidas a serem vistas, enquanto houver
sintomas, investiga-se as causas até que naturalmente essas lembranças
se esgotam sinalizando o término de um tratamento que leva por
volta de 3 meses, com uma sessão semanal de 2 horas, ou um número
maior de horas em dias subseqüentes.
Esta terapia amplia de forma contundente a compreensão dos dramas
mais profundos, da dores mais intensas dos questionamentos mais arraigados
no indivíduo.
O desejo do ser humano é ser feliz e muitas vezes somos impedidos
de viver essa felicidade por elos que temos com o passado e pelo controle
que esse passado exerce sobre nossas vidas.
A TVP proporciona romper com essas amarras tornando-nos livres para sermos
felizes. O trabalho com a TVP deixa claro que os acontecimentos significativos
de todas as vidas encontram-se gravados no inconsciente e nossas lembranças
vão muito além da vida presente.
Voltar
|