DEUS E A CIÊNCIA

Jean Guitton
Da Academia Francesa
Editora Nova Fronteira, traduzido para a língua portuguesa em 1992.
Edição original francesa em 1991

Neste livro Jean Guitton, o maior filósofo cristão vivo na época, doutor em letras, encontra os irmãos Bogdanov, doutores em física teórica, para conversar sobre as questões essenciais de toda filosofia: o Universo tem um sentido? Qual a sua origem? Por que existe alguma coisa ao invés de nada? Há uma ordem subjacente que governa o real? Precisamos da “hipótese de Deus?”.
Além de falar os dois lados escutam o outro. O resultado emociona. Confrontando com os mais recentes avanços da cosmologia e da mecânica quântica, Guitton mostra-se humilde e reconhece “a imensa mudança imposta ao nosso pensamento pelo trabalho dos físicos, os teóricos do mundo, aqueles que pensam o real”. Mas, no fim, não hesita: “Doravante existe, não uma prova — Deus não é da ordem da demonstração — mas uma espécie de ponto de apoio científico às concepções propostas pela religião (...)”.

Deus e a Ciência trata da construção da aliança entre a ciência e a religião. Igor e Grichka Bogdanov dialogam com Guitton sobre a relação entre o Espírito e a matéria, sobre a presença do Espírito no seio da matéria. Para eles, uma nova visão do mundo deve impor-se, progressivamente, aos homens do século XXI.

Em certo ponto do diálogo, Guitton, o filósofo, afirma que o Universo tem um sentido profundo, que se encontra no seu próprio interior, sob a forma de uma causa transcendente. Que há no fundo do próprio Universo, uma causa da harmonia do mesmo, uma inteligência, afastando para sempre a concepção de que o mesmo teria aparecido “por acaso” e que a vida e a inteligência seriam resultado do acaso. Grichka Bogdanov, o físico, faz referência a um fato concreto: uma célula viva é composta de uns vinte aminoácidos que formam uma cadeia compacta. A função desses aminoácidos depende, por sua vez, de cerca de duas mil enzimas específicas. Os biólogos foram levados a calcular que a probabilidade de que um milhar de enzimas diferentes se aproxime de um modo ordenado até formar uma célula viva (ao longo de uma evolução de muitos bilhões de anos) é da ordem de 101000 contra um. O que equivale dizer que a chance é nula.

Prosseguindo Igor Bogdanov relata que Francis Crick, prêmio Nobel de Biologia devido à descoberta do DNA, conclui no mesmo sentido: “Um homem sensato, armado de todo saber à nossa disposição hoje, teria a obrigação de afirmar que a origem da vida parece atualmente dever-se a um milagre, tantas são as condições a reunir para viabilizá-la”.
Grichka insiste que para que a vida se formasse ao acaso, formando o código genético tal como o conhecemos, seria necessário um tempo cem mil vezes maior do que a idade total do nosso Universo, que é de 15 bilhões de anos.
Concluindo, afirmamos o que o iminente cientista, Louis Pausteur, nos falou: “Pouca ciência afasta de Deus. Muita, a Ele reconduz”.

Márcia Regina Colasante Salgado

Voltar

E-mail  - monica@monicadelimaazevedo.psc.br

Clique aqui e faça seu cadastro para receber atualizações do site e do programa

Estilo Net - Direitos Reservados