A polêmica das células tronco embrionárias


Atravessamos um momento de intensa polêmica em torno das pesquisas com células tronco embrionárias. Há profundas divergências não só entre os cientistas, pois há os que não são favoráveis às pesquisas com as mesmas, mas também entre os próprios espíritas que não se aprofundaram no conhecimento científico atual para emitir um juízo de valor deixando-se levar pelo apelo da mídia e do sensacionalismo.

De um lado aqueles que argumentam que não há vida num punhado de células que ainda não se diferenciou para formar o sistema nervoso. Do outro lado aqueles que admitem que a concepção seja o ponto inicial de tudo e que a vida se estende muito além do que o mais complexo microscópio pode perceber.

Estamos diante de duas paralelas que se projetam ao infinito sem nunca se encontrarem. O cientista materialista reducionista jamais conseguirá enxergar além das moléculas e de suas ligações. Ele está cristalizado e encarcerado no seu velho paradigma e não consegue perceber que a própria complexidade da criação da vida nos remete a profunda reflexão em busca de respostas que a Ciência não consegue fornecer.

Pode-se manipular a vida, mas não criá-la. Jamais, em tempo algum, qualquer cientista conseguiu animar moléculas criando vida. Michael Behe, prof. de bioquímica da Universidade de Lehigh, na Pensilvânia, em seu livro “A Caixa Preta de Darwin”, argumenta que a vida obedece a um planejamento inteligente, pois, a complexidade das reações bioquímicas intracelulares, a base molecular da vida, não pode ser explicada pela teoria darwiana. Pois bem, essa mesma complexidade ocorre quando da fusão dos gametas que trazem em si a codificação material da nova vida que se inicia. Não é o acaso que propicia essa fusão, mesmo com a interferência da mão humana, que nesse caso presta auxílio à natureza e não vai na contra-mão da natureza como afirmam alguns. O cientista é um mero facilitador para que a vida se inicie. Nessa célula-ovo inicial está contido o mais perfeito plano divino, no complexo e perfeito arranjo das partes e das reações para formar o novo ser.

A Ciência é perfeita e está pronta, mas o cientista não possuiu condições de apreendê-la em toda sua extensão. O cientista vai desvendando-a, descortinando e interpretando suas leis de acordo com seus próprios limites e interesses, muitas vezes pessoais. O que hoje é uma verdade, amanhã passa a ser mera afirmação ultrapassada.

No caso das células tronco embrionárias discute-se o indiscutível, pois, os próprios embriologistas já afirmaram que a vida começa na união da célula ovo com o espermatozóide. Kardec já o afirmara na questão 344, no século XIX, que ela se inicia na concepção. André Luís, através da psicografia do Chico nos trás importantes ensinamentos mostrando como se processa essa ligação até mesmo antes da concepção.

Michael Behe é extremamente corajoso ao afirmar que há um Planejador Inteligente para a vida e, certamente esse planejador não é o homem. Não se trata de fundamentalismo, mas de ética, respeito, de Amor à preservação da possível vida no embrião congelado, pois, se não vivêssemos numa sociedade materialista e imediatista, somente seriam fertilizados óvulos destinados ao implante uterino e, portanto, não estaríamos discutindo agora o destino desses embriões congelados.

Não será a falta de pesquisa com as células tronco embrionárias que impedirá a Ciência de encontrar meios, como já o faz, com as células tronco adultas, para auxiliar àqueles portadores de doenças crônico-degenerativas. Há muitos caminhos para um mesmo destino, portanto, na dúvida o benefício deve ser sempre em favor da vida. Um dia a Ciência deixará o limite estreito da dimensão física para adentrar novos rumos e, então, haverá de agir sempre de acordo com as leis do Planejador Inteligente.

Muita Paz,
Márcia Regina Colasante Salgado
13/04/08

Voltar

E-mail  - monica@monicadelimaazevedo.psc.br

Clique aqui e faça seu cadastro para receber atualizações do site e do programa

Estilo Net - Direitos Reservados