Amor
de Mãe: com Leite ou também com mel?
O amor materno é
uma afirmação incondicional da vida da criança
e de suas necessidades. O cuidado e a responsabilidade para a prevenção
da vida do filho, de seu crescimento, assim como o sentimento de ser
bom viver, que a mãe cultiva nele, são aspectos adicionais
a serem levados em conta quando falamos em maternidade.
A mãe instila na criança o amor pela vida e não
somente o desejo de permanecer viva. Podemos expressar essa idéia
também por meio de um símbolo bíblico, que diz
que a terra prometida ( a terra é sempre um símbolo materno)
é descrita como aquela em que corre “leite e mel”.
O leite é o símbolo do primeiro aspecto do amor, o do
cuidado e afirmação. O mel simboliza a doçura da
vida, o amor por ela e a felicidade de estar vivo.
Muitas mães são capazes de dar “leite”, mas
só algumas também o são de dar “mel”.
A fim de dar mel, a mãe deve não só ser uma “boa
mãe”, mas ainda uma pessoa feliz – e este alvo não
é alcançado por muitas.
O amor da mãe pela vida é tão contagioso quanto
o é sua ansiedade e ambas as atitudes têm profundo efeito
sobre toda a personalidade do filho; pode-se, em verdade, distinguir
entre crianças e adultos, aqueles que recebem “leite”e
aqueles que tiveram “leite e mel”.
Em contraste com o amor fraterno e o amor erótico, que são
amor entre iguais, a relação de mãe e filho é,
por sua própria natureza, de desigualdade; nela, um necessita
de toda a ajuda, o outro a dá em toda a sua plenitude. Por esse
caráter altruísta, abnegado, é que o amor de mãe
tem sido considerado a mais alta espécie de amor, o mais sagrado
de todos os laços emocionais.
Portanto, ao sermos mães, descobrimos energias que não
suspeitávamos ter, desvendamos nossos limites e forças.
A maternidade é um processo profundo de auto-conhecimento.
E nesse mês de maio, em que comemoramos a Dia das Mães,
gostaria de deixar a minha homenagem a todas elas através de
minha mãe, Ângela, que partiu para o outro plano há
três anos, mas que permanece viva em meu coração
e no de todos que a conheceram e que representa e simboliza o amor mais
belo e mais puro que existe, o amor incondicional.
artigo escrito para a
revista Praia e Sol (maio/2005)
Mônica de
Lima Azevedo
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