Que seja infinito enquanto dure...


Desde o momento em que o casal escuta a célebre frase ”até que a morte os separe”, suas vidas mudam totalmente. O falecimento, a traição e o dinheiro são apenas alguns motivos que levam um casamento ao fim. Além disso, opiniões diferentes e divergências no cotidiano influem diretamente na relação, desgastando o convívio a dois.
“As principais causas de separação atualmente são a infidelidade e a falta de dinheiro”, afirma a advogada Danielle da Rocha Corrêa, especializada em ações cíveis, isto é, que envolvem questões familiares.
Segundo ela, para não haver conflitos, os problemas dever ser resolvidos dentro de casa, independente do motivo. “As opiniões externas influenciam muito na vida do casal que esteja passando por uma fase debilitada”.
Por outro lado, os “palpites” de uma terceira pessoa podem até ajudar o casal na hora da crise e evitar uma separação, mas eles devem ser dados por um profissional. “As pessoas que procuram auxílio devem ter em mente a expectativa do tratamento, ou seja, o que realmente vieram buscar nas sessões de terapia”, diz a psicóloga Mônica de Lima Azevedo.
Além de problemas financeiros e de fidelidade, os desentendimentos têm outras causas. “O ciúme, a vida sexual e dificuldades na comunicação são outros motivos das crises conjugais”, afirma Mônica.
Para ela, o principal obstáculo do processo de separação são os filhos. “O mais importante é separar o amor sentido pelo filho daquele em relação ao cônjuge”, diz. Na hora de informar a notícia aos filhos, o cuidado deve ser redobrado. “Os pais devem usar uma linguagem adequada à idade da criança, sem explicações mais profundas e deixar que as dúvidas apareçam naturalmente. Até os cinco anos, podem ser usadas expressões como” a mamãe e o papai vão morar em casas separadas” , ou “agora a gente só se gosta como amigo”, aconselha a terapeuta.
Mesmo com todos esses problemas, a separação é amigável em 70% dos casos.
Como é o caso da jornalista Tânia Maria da Silva, que até hoje fala com seu ex-marido. “Nossa separação aconteceu há três anos de forma civilizada, sem traumas. Nossa filha, hoje com sete anos, ainda cobra o casamento, mas ela entende que era isso que deveríamos ter feito”, diz.
De acordo com a advogada Danielle da Rocha Corrêa, as separações amigáveis e até reconciliações acontecem porque, na maioria das vezes, os dois não têm plena certeza de que realmente querem se separar.
“Houve casais que se reconciliaram na própria audiência, saindo do fórum de mãos dadas”, conta.

Entrevista ao Jornal da Orla
em 29/04/2001

Mônica de Lima Azevedo


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E-mail  - monica@monicadelimaazevedo.psc.br

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