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Síndrome
do Pânico
A síndrome do pânico
é um transtorno de ansiedade que aparece pela primeira vez em jovens
entre os quinze e trinta anos de idade, com ótimo desempenho escolar
e/ou profissional e social e caracteriza-se pelo aparecimento de sintomas
físicos e psicológicos repentinos que repete-se com freqüência,
a ponto de impedir que a pessoa consiga sair de casa, com medo de ter
uma nova crise.
Um sintoma físico
bastante característico é a “taquicardia” ou
o batimento acelerado do coração, também conhecido
como “palpitação”. O coração dispara
várias vezes ao dia, em locais e situações em que
não haveria motivo algum para se ter essa sensação,
como por exemplo, na fila da farmácia, ou esperando seu filho sair
da escola. Essas situações, que sempre foram enfrentadas
sem nenhum constrangimento, passam a integrar o quadro de “eventos
evitáveis” e a pessoa passa a “esquivar-se” de
situações e locais habituais de seu cotidiano.
Devido a esse e outros sintomas,
usualmente o indivíduo faz visitas regulares ao médico e
ao pronto-socorro, realizando exames, quando invariavelmente, a resposta
é sempre a mesma: “você não tem nada”!!!
Num primeiro momento, ele pensa, ufa que alívio!
Só que no dia seguinte,
os sintomas se repetem, o que o leva a não entender o que acontece
com ele, fazendo com que os que o cercam pensem que é “frescura”,
o que agrava o problema.
Segundo a Associação
Psiquiátrica Americana (A.P.A.), os critérios para o ataque
de pânico envolvem um período de intenso temor ou desconforto,
no qual quatro ou mais dos seguintes sintomas alcançam o pico em
dez minutos; 1)palpitação; 2) suor excessivo; 3) tremores;
4) sensação de falta de ar; 5) sensação de
asfixia; 6) dor ou desconforto no peito; 7) náusea; 8) tontura;
9) medo de morrer; 10) calafrios...
É muito importante entendermos que o transtorno do pânico
é uma doença com base bioquímica, onde há
um desequilíbrio de determinados neurotransmissores cerebrais.
O tratamento envolve medicação aliada à psicoterapia
e à ajuda dos familiares, pois o estabelecimento desta aliança
terapêutica só ocorrerá se houver muita orientação
e muito diálogo entre todos: paciente, médico, psicoterapeuta
e família.
Mônica de
Lima Azevedo
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